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Mensagens

Dois meses, grana e férias

Um espirro e pá, lá se foram dois meses da última vez em que escrevi aqui para hoje. Passou assim, na minha vida. E na sua? Não parece que o tempo está a cada dia mais rápido? Ok, clichês. Adoro clichês, então foda-se. O que você fez nos últimos dois meses fora torcer para o Brasil, e depois de sua eliminação, para uma outra seleção qualquer? Eu trabalhei igual a um maluco - de verdade, entrando às 6h no ar, ficando até 8h, editando programa, entrando de novo às 10h, saindo, editando mais... E indo pro emprego 2 e me fodendo trabalhando mais um bocado. Daí o sumiço. Talvez essa maré tenha passado, então, é nóis aqui outra vez. O meu amigo Paulo Palavra costuma dizer que todo babaca tem a vida atribulada. Nesse conceito, sou um completo babaca. Chego até julho de 2010 sem conseguir resolver minhas questões financeiras. Por isso, se acaso chegar à sua caixa um e-mail meu pedindo dinheiro emprestado, NÃO É VÍRUS. Bom, por via das dúvidas, me responda, só pra eu passar os dados bancári...

Santos 98 anos

Então. Eu sou santista. De nascimento, não de time. Quer dizer, a princípio, era sim, de time também. Foi assim até 1995, quando o Santos perdeu para o Botafogo do Túlio Maravilha a final do Campeonato Brasileiro. Perdeu, não. Deram o perdido. Impediram um gol correto do Santos e omitiram um gol impedido do Bota. Me lembro de ter sofrido como torcedor fanático, de ter querido jogar a minha camiseta do Santos fora e do meu então padrasto me pedindo a camisa para que pudesse usar de pano pra lavar o carro. Sei que, no dia seguinte à derrota, ainda com a cara inchada de chorar (eu tinha 11 anos), decidi que sofrer por futebol era pior do que sofrer pelas crianças da Etiópia: o fundamento do sofrimento 2 era mais nobre, mas ambos os sofrimentos eram vãos, eu não poderia fazer nada. Além do mais, enquanto eu sofria, os caras estariam cagando pra mim e eu não ganharia nem um real com isso. Parei de torcer. Mentira, em 1997, torci pro Grêmio do Paulo Nunes. Em 1999, quando surgiu na série A, ...

Meio triste

Dias bonitos me deixam meio triste. Fazer o que é preciso e não o que quero me deixa meio triste. Ser dia 13 e já estar completamente sem grana, fico triste. Querer ir embora e saber que não dá? É meio triste pensar. Tentativa de escrever poesia e ficar ruim me deixa triste. Escrever, às vezes, me deixa meio triste. Mas escrevo porque tenho medo de esquecer. E esquecer das coisas me deixa triste.

Pago seu IPVA. Pergunte-me como.

Basta que comprove, junto ao Detran, que mora na minha casa! Daí, ano que vem, pago seu imposto sem comunicá-lo e tudo de uma vez! E quando digo tudo de uma vez, digo cota única, licenciamento anual e seguro obrigatório. Tô ficando louco, você deve estar pensando... Eu também acho, ou melhor, ACHAVA que jamais faria uma merda coisa dessas. Achava, do verbo não-acho-mais. Porque fiz. Salário na conta, quinta passada resolvo ir a um caixa eletrônico do Banco do Brasil perto da minha casa - estava de molho a semana toda por conta de uma conjuntivite - e pego aquele carnê de IPVA, que confortavelmente chegou à minha caixa de correio, comprovando que sou dono de um Pálio Fire Flex 2008. Ok, sou mesmo. Dica: não olhe só este dado num documento. Nunca. Preste atenção nas minúcias. Claro que a improbabilidade disso acontecer com você é gigante, mas comigo aconteceu. Fato é que aquele documento não era do MEU carro, e sim, da antiga dona do meu apartamento. E como ela tem leasing, o carnê ...

Racismo, o horrível racismo

Eu nunca havia presenciado uma situação de racismo. E, embora não me reconheça como negro, meu tom de pele não nega a negritude de meus antepassados, por isso, me indigno com racismo como se o preconceito fosse direcionado a mim. É impressionante chegarmos ao século 21 e alguém ainda achar que o fenótipo das pessoas é lá grandes coisas ou pré-estabelece capacidades. E racismo, além de doer em mim por reconhecer negros entre meus antepassados, dói pelo tamanho da decepção que provoca - fico menos crente na raça humana quando sei de algo do gênero. Pois hoje, tava eu no BRB, pra pagar umas multas atrasadas. Fui tranquilo, levei um livro porque sabia que ia demorar, e li, li, li... Mais de uma hora depois de chegar, fui atendido. E no momento em que eu era atendido, uma senhora gorda, branca e baixa (em todos os sentidos), se aproximou do caixa ao lado do meu, em que a atendente era negra. Disse algumas palavras inaudíveis pra mim. Não para a atendente. Ao que, no mesmo instante, ela leva...

25 de março!

Pra quem não sabe, 25 de março é a data em que foi promulgada, ou melhor, outorgada no Brasil, a primeira Constituição. Por isso é que uma famosa rua de São Paulo, popular centro de compras, leva esse nome. Eu, como qualquer bom homem que detesta compras, detestaria passar um dia inteiro atrás de sabe-se-lá-o-quê, de loja em loja. E nas poucas vezes que pûde aproveitar São Paulo, não tive que passar nem perto de lá. Quer dizer, uma vez passei. Desci o outro inferno que é a Ladeira do Porto Geral, uma das transversais da 25. Rumava o Mercado Municipal, portanto, apenas cortei a famosa rua. Nada vi, porque nada queria ver. Mas o que esses locais infernais e sufocantes mega cheios sempre tem de bom são os figuras. Como esse aí, da foto. Um artista popular que vive a fazer os outros sorrirem. Então, ainda que eu te odeie, parabéns, 25! A foto é do Cleber Machado, no Flickr Ok, isso aqui é muito mais parecido com um comentário para o Drops Culturais, blog ao qual estou me dedicando muito...

Take on me

Hoje tem show do A-Ha. E eu vou. Ok, de um set com média de 22 músicas, já adicionadas as três de bis, eu conheço male porcamente sete. Mas sabe male porcamente? Pois então, perdi uma caralhada de shows internacionais ultimamente, não podia perder mais esse. Depois eu conto tudo aqui, ok? Melhor, não vou contar aqui não. Eu reempolguei com o Drops Culturais, espaço muito mais adequado que esse, ok? Passa lá: http://www.dropsculturais.wordpress.com/ Eu e uma turminha eletrizante do barulho esperamos por você!