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Take 2 da cena sobre racismo

Então. Em abril, eu presenciei uma cena de racismo numa agência do BRB na Asa Norte. Contei aqui, mas caso esteja sem saco para ler o texto inteiro (apesar de achar que ainda vale a pena, é só clicar), vou resumir: uma senhora impaciente de ter que esperar pela fila se dirigiu, grosseiramente, à atendente negra, culpando-a da pouca celeridade do atendimento por causa de seu tom de pele. Pois então.

A minha amiga Ju (ponto) Nunes leu essa história e foi lá. Ela milita no movimento negro e, com outra mulher do movimento, foram à agência e comversaram com ela. Um mês depois da cena. Naquela semana, pela primeira vez, ela conseguia falar sobre o assunto sem chorar. Racismo não dói na pele, dói na alma. O gerente da agência, também negro, as recebeu com interesse. Ali, acertaram um processo por racismo para o qual topei testemunhar - e assim o farei, logo que requisitado.

Estou vindo aqui, meses depois de saber do desdobramento, contar essa história porque sempre acabava me esquecendo de escrever, mas nunca parava e escrevia. Enquanto a Ju nos contava (a mim e a uma outra amiga, da Agência Brasil), foi impossível não se emocionar. E agora estava pensando nisso e resolvi pôr toda a minha preguiça pra blogar de lado pra contar.

Novidades do período:

- estou com o mode militante em on de novo. Componho a Chapa 2, que disputa o Sindicato dos Jornalistas. Tem coisa que não muda nunca, né?

- também estou lutando contra a balança. cheguei a um patamar jamais atingido antes (só em 2010, engordei cinco quilos e cheguei a 10 acima do indicado para mim - e em um mês de reeducação alimentar, perdi seis).


- vou começar um programa de rádio de cultura em breve. mas isso, conto em breve.

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