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Mandar tomar no cu ofende a sua honra?

Não sei quanto a sua, mas te digo que quanto a minha... Não, definitivamente. Posso não querer olhar na sua cara depois, mas te processar por isso seria, pra dizer o mínimo... Bobagem.

Estou escrevendo isso para você, que chegou a este blog por meio do link do blog do Mamcasz, e teve a curiosidade de ver o quê, além daquele post-resposta para o post mais idiota que já tinha lido na vida, tem escrito por aqui. Óbvio que ler aquele blog não está entre as minhas atividades cibernéticas mais frequentes - há uma lista aqui do lado com indicações das mais interessantes em termos de blog. Mas no canto direito inferior deste blog, você pode encontrar o selo do SiteMeter, que uso para "aferir a audiência" desta página, e o sistema me indicou que alguns visitantes estariam vindo pra cá por meio de um link naquele blog.

O que eu posso te dizer: pessoas existem, sob pseudônimos, metáforas ou referências quaisquer, mas elas existem. Se eu falar Picolé de Chuchu, você vai saber que estou me referindo a Geraldo Alckmin, certo? Se eu disser Poetinha, é Vinícius, se eu escrever Marrom, é Alcione, e por aí vai. Não adianta mascarar, maquiar, rebocar: pessoas são pessoas, independentemente de como você as chame. Anteontem, por exemplo, fui chamado de "pseudo-jovem". Honestamente, não me ofendeu. Tenho 25, quase 26 anos. Se você tem 13, sou velho, se tem 60, sou jovem. O pseudo faria sentido se eu tivesse 60 e me comportasse como se tivesse 18, tentando alfinetar pessoas pela internet.

Se bem que, como diz a minha amiga Tércia, tenho alma velha. Então, ok.

Quanto a mim: se não gosto de você, não gosto e ponto. E te digo, sem rodeio, maquiagem. E se me deixar puto, mando se foder, tomar no cu e o quê mais. Sem usar música de Vinícius lhe rogando uma praga, porque posso querer que você se foda, mas nunca que você morra (não praguejo, portanto). Mas posso fazer isso te mandando um vídeozinho da Eliana cantando "Vai tomar no cu", porque ele externa o exato tom que estou usando naquele momento.

Felizmente, há três pessoas apenas nessa lista de pessoas que não gosto (bom, fora aquelas pessoas que ninguém gosta mesmo, como o Bush ou o Dunga - rs). Não costumo acercar-me de gente que nada tem a acrescentar, ainda que tenha cabelos brancos - lembra daquele comentário polêmico da Fernanda Young, de que um velho pode ser apenas um filho da puta que envelheceu? Lendo friamente, concordo. Nem todo cabeça branca é merecedor da minha admiração. Ainda bem que quase todo cabeça branca (e que o diga o meu querido avô) tem a minha.

Pra encerrar, sobre qualquer acusação espúria: jamais tive qualquer ligação com a CUT. Pode me chamar de ex-carismático, pois, assumo, já cheguei à beira do fanatismo religioso. Mas cutiano? Faz-me rir. E quem brinca com a ignorância alheia pode ser mais ignorante ainda: suplente não tem imunidade sindical. Sou suplente na Chapa 2 - Renovação. Não faço parte da diretoria executiva como titular, e só caso eu venha assumir como titular, tenho esse direito (aliás, o que é imunidade sindical diante de imunidade de quem foi de comissão de prevenção de acidentes e tudo o que fez foi... foi... foi o quê mesmo??).

Prefiro essas pessoas aqui. (e chega, né? afinal, já estou colocando cobra no altar o suficiente)

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