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Mensagens

Coronavírus e as novas configurações do trabalho

Eu não pretendia atualizar este blog nunca mais. Estava disposto a mantê-lo como registro para, de vez em quando, dar umas risadas com textos que escrevi um dia e que, hoje, não fazem mais o menor sentido - nada melhor que perceber seu processo de amadurecimento e suas revoluções pessoais consultando antigos escritos. Mas são 03h45, é uma madrugada insône de sábado pra domingo, acabo de ler todos os textos que uma colega muito querida e de longa data, a Adriana Bernardes, produziu para o seu recém-criado Reboar . Uma espécie de diário, delicioso, da nova rotina que criou, a partir do home office compulsório devido à pandemia. E aí, deu vontade de escrever também (obrigado por isso, Dri!) e me lembrei de ter este espaço para, exatamente, dar vazão às divagações insônes. Tenho dois trabalhos hoje. Na TV Brasil, apresento um programa de cultura, cuja nova temporada estrearia na semana em que a possibilidade de home office foi dada aos que tem doenças crônicas - meu caso, um asmático desde...

Justificando condutas...

Resumão prévio: esta é a resposta à censura que sofri numa comunidade virtual do Facebook e à expulsão de colegas da mesma. Nem vou comentar mais nada: tire suas próprias conclusões... Nota de esclarecimento Diante dos recentes fatos ocorridos no grupo privado do Facebook intitulado “Jornalistas de Brasília”, nós, do conselho de administradores, esclarecemos que: 1)    Com base nas regras de conduta estabelecidas para esse espaço virtual, a postagem do membro Morillo Carvalho foi removida, nesta segunda-feira (2), em razão da grande quantidade de comentários desrespeitosos e de linguagem inapropriada, incluindo uma foto de caráter ofensivo. A administração – responsável por zelar pelo cumprimento das normas e pela manutenção de um ambiente de debate salutar, construtivo e respeitoso – avaliou e considerou que não seria adequado manter e permitir a continuidade de uma discussão que se distanciou da finalidade do grupo. 2)    Em resposta à postagem da integran...

Revisão de planos / Resoluções 2012

Há exatamente um ano e 10 dias foi a última vez em que apareci por aqui. Até passei algumas vezes, ao longo de 2011, para dar uma lida em alguma coisa, mas o ano foi tão complexo e intenso, em termos virtuais, que faltou espaço para escrever por aqui. Pois bem. Resolvi retomar hoje a minha lista de metas para o ano, em busca de saber a quantas andaram e o quão bem ou mal sucedido fui. Look it: - Comprar uma tesourinha pequena pra aparar os pêlos do nariz. SUCESSO. Foi a mais bem sucedida de todas as metas. Comprei a tesourinha logo no início de 2011, e ela segue em 2012 firme e forte, ao meu lado. - Apodrecer de tanto ganhar dinheiro. HA HA HA HA. Até parece... Mas não tô podendo reclamar também. Não foi um ano de apertos ou dificuldades financeiras, graças a Deus. - Assistir aos filmes que comprei com afinco, nos últimos dois anos, e que não assisti porque meu DVD esteve quebrado em 2010 - tipo... burro, né? - e já que agora eu comprei outro aparelho. FRACASSO. Todos ...

Não fiz/deixei de fazer em 2010

Várias coisas, claro. Minha meta principal, na passagem do ano passado para este era uma meta guarda-chuva: tornar-me uma pessoa mais organizada. Óbvio que não havia nenhum desejo de me tornar uma pessoa com TOC de arrumação, mas melhorar nesse quesito. Adivinha o que aconteceu? Bom, a resposta está no título deste post. No instante em que escrevo este texto, meu e-mail do Gmail está ocupado em 94%, e tenho 5.894 e-mails não lidos. O da EBC e o da Rádio Justiça estão estourados, ambos. Comprei uma agenda no começo do ano e até a usei... Por uns três meses, vá lá. Uma estagiária que trabalhou conosco dizia que os desorganizados sofrem demais, e é verdade, afinal nunca sei onde está nada e encontrar qualquer coisa é de uma dificuldade absurda. Uma meta que me impus era a de preparar uma agenda telefônica de papel, para anotar meus contatos. Parece antiquado, mas é bem importante para qualquer jornalista. E ainda que se fale em agenda virtual e etc, a de papel é insubstituível, afinal,...

Resoluções de ano novo

So good. Chega essa época do ano e, é inevitável, faço aquele balanço do ano. Tenho a sorte de, desde 1995, só ter saldos positivos nessas avaliações. A propósito, aquele ano foi o de mudanças drásticas e terríveis na minha vida: perdi a minha avó, que me criava até então. O Santos perdeu o campeonato brasileiro e eu me mudei de Santos, uma cidade que é mega legal, para Alfenas (MG), que é bem legal, mas eu não tinha nenhum motivo pra crer nisso à época. E este? Pra fazer um balanço melhor, eu teria que reler cada e-mail da lista dos meus amigos da Saudosa Ordinária - uma trupe de seis pessoas que só se comportam/fazem/falam/pensam/escrevem merda. É que esses amigos, fora a Pri, são de minha convivência virtual quase diária. Com eles, compartilho os principais fatos, tudo enfim. É bom. Mas eu não vou fazer isso não. Se eu puder resumir esse ano a uma palavra, ela é: trabalho. Fiz um cálculo rápido, que me trouxe conclusões terríveis. Olha só: O ano tem 365 dias, sendo que 104 deles, em...

Bienal, em uma imagem

Bienal 2010: há sempre um copo de mar para navegar. Eu estive lá e vi isso. Incrível.

Ele foi ali, encontrar Saramago

Eu não tenho idéia do que deve ser a biblioteca do Arrais. Sei que tem Mário Vargas Llosa, Roberto Bolaño, Mia Couto, Isabel Allende. São apenas alguns dos autores que ele indicava, lia, relia e reindicava. Na nossa última conversa, insistiu para que eu lesse Alan Pauls, recente descoberta dele. E eu indiquei o João Almino, sobre o qual ele já havia ouvido falar, especialmente de sua trilogia de Brasília, mas ainda não tinha começado a ler. E me disse que a minha birra com o Saramago tinha uma explicação simples: não era lendo o Evangelho Segundo Jesus Cristo de cara que eu iria entender, aceitar e gostar do autor que agora deve estar bebendo vinho com ele, nessa nova dimensão para onde partiu o meu amigo ranzinza. Arrais se foi aos 64 anos, na noite deste 14 de setembro, quando assistia televisão com sua esposa em casa e teve um ataque fulminante. Nessa mesma noite, quando eu terminava o expediente e ele também, nos esbarramos no corredor da EBC, e eu, apressado, só pude cumprimenta...